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Os Riscos da Obesidade – Parte 1

O que é obesidade?

Que a obesidade representa um estado em que as reservas naturais de gordura em um ser humano encontram-se muito maior do que o que deveriam estar, acredito que todos nós já sabemos. Mas será que sabemos realmente quais são os riscos provenientes da obesidade?

A obesidade é uma doença que leva a uma predisposição do organismo a diversas outras doenças, como problemas cardiovasculares e diabetes.

Obesidade – um problema de saúde pública

Apesar de ser um problema individual, atualmente é encarado, muitas vezes, como problema de saúde pública, e não é para menos: além dos riscos que ela envolve serem altos, são os próprios hábitos de sedentarismo e consumismo de nossa sociedade que tem nos levado (principalmente as crianças) à obesidade.

Quer conhecer alguns dos principais vilões dessa história? Fast foods são um deles – a grande quantidade de frituras que nossos jovens têm comido levado países como os Estados Unidos a se preocuparem com tal dieta alimentar.

Aliás, a principal preocupação alimentar dos Estados Unidos nesta década foi (e continua sendo), com certeza, a obesidade infanto-juvenil. As autoridades tentam a todo custo controlar o problema, mas, no país do consumismo, onde o estilo de vida que você ostenta vale mais do que quem você realmente é, é difícil exigir uma postura diferente de um jovem.

Como saber se estou obeso?

Há muitas formas de identificar a obesidade.

A primeira e mais fácil delas é por meio do IMC (índice de massa corporal) – ele calcula a razão entre sua massa (em quilogramas) e o quadrado de sua altura (em metros) e baseia-se nela para dizer se você está abaixo do peso, no peso ideal, com sobre peso (mas não obeso) e obeso.

Dado o IMC, dependerá da tabela adotada para saber a precisão do resultado. Se desejar, temos uma ferramenta para cálculo do IMC à sua disposição neste site que trabalha com uma tabela de valores muito eficiente (nela, ficou faltando constar o estado “excessivamente obeso”, que vem sendo discutido e apontado também), levando em consideração, inclusive, o sexo da pessoa.

Mas, por levar em consideração somente massa e altura, os resultados podem não ser os mais precisos no diagnóstico da obesidade (podendo confundir, por exemplo, massa muscular com obesidade). Sendo assim, duas outras formas são também empregadas: o cálculo da razão entre a cintura e o quadril (sendo considerado obeso se maior que 0.9 em homens ou 0.85 em mulheres) e a medição da gordura corpórea (nesta última. são necessários equipamentos adequados para tal, logo só poderá ser feita tal medição em laboratório especializado!).

Causas da Obesidade

Como citado anteriormente, pode-se chegar à obesidade devido a um estilo de vida (geralmente sedentarista – ou seja, sem atividades físicas – e consumista) adotado pelo indivíduo.

Mas este não é o único fator que pode levar à obesidade! Características genéticas, bem como certas doenças, têm contribuído muito em engordar (desculpe-me o trocadilho, foi sem querer) a fileira das pessoas com problemas de obesidade.

Recomendações

Se você está “só um pouco acima do seu peso” ou mesmo obeso(a), não se preocupe, sempre há solução para esse tipo de problema. Geralmente  citamos aqui a necessidade de uma dieta e exercícios físicos, mas antes de começar a falar disso, quero falar sobre outra coisa ainda mais importante e que geralmente se deixa em segundo plano: a necessidade de uma mudança completa em sua rotina e persistência e vigilância sempre, mesmo quando não mais estiver obeso(a)!

Deve-se fazer uma mudança completa de rotina, pois muitas vezes percebo pessoas que criticam, dizendo que esta ou aquela dieta não funcionam – mas será mesmo que elas estão seguindo a dieta corretamente? Será que não estão “flexibilizando-a” para inserir isto ou aquilo (que sabem que não é correto!) por capricho próprio? Esta dieta está sendo acompanhada de atividades físicas (ou são aquele tipo de pessoa que sempre dizem estar ocupadas para isso)?

Não adianta enganar-se: nutricionista não é mágico, então, ou cada qual faz sua parte (o nutricionista orienta e VOCÊ se policia), ou então essa vai ser uma busca vã.

E gosto de falar da persistência e vigilância mesmo não estando mais obeso porque é muito comum que, após ver alguns bons resultados, a pessoa acomodar-se, pensando que agora não há mais riscos. Aí é onde encontra-se o perigo, o famoso “efeito sanfona”, ou seja, o “vai gordurinha” seguido de um “seja novamente bem-vinda”.

Mesmo que não esteja mais gordo(a), é importante que continue avaliando-se, policiando sua dieta alimentar e praticando exercícios físicos. Aliás, uma boa dieta e a prática de exercícios é importante não somente no combate à obesidade, mas na manutenção da saúde e bem-estar como um todo.

Agora, devemos tomar cuidado com os excessos, como de pessoas que mesmo estando magérrimas chegam a provocar o vômito induzido para controlar ainda mais o peso. Esse tipo de atitude é tão arriscado quanto a própria obesidade e deve ser eliminado!

Seja, digamos assim, moderado (moderação é a chave para o sucesso de qualquer coisa) então, sempre se policiando a fim de evitar “cair na tentação” outra vez.

Pronto, agora sim podemos falar da dieta e dos exercícios!

A dieta alimentar é importante, pois ela irá ditar quais os melhores nutrientes para você a fim de perder peso sem afetar seu organismo. Veja então que isto é algo extremamente particular! Há diversas dietas divulgadas na Internet, em revistas, etc. e não duvidamos que elas sejam eficazes na eliminação de gordura. Para se eliminar a gordura, basta que eliminemos alimentos ricos em gordura, não? Mas quando eliminamos tais alimentos, podemos estar criando uma certa deficiência em outros tipos de nutrientes, por isso o mais indicado é que sua dieta alimentar seja acompanhada por uma nutricionista.

Por fim, que tal falarmos sobre exercícios?

A prática de exercícios ajuda a queimar as reservas de gordura, mas como? Bem, inicialmente nosso corpo irá queimar os açúcares como “combustível” para as nossas atividades. Quando as reservas de açúcar estiverem baixas, o corpo passa a usar as reservas de gordura (sim, nosso corpo é realmente “TotalFlex” 🙂 ).

Desta forma, a prática regular de exercícios é uma forma de ir queimando gradativamente a gordura acumulada que, aliada a uma dieta que inibe a ingestão de gorduras, pode ser eficiente no tratamento e controle da obesidade.

Agora você não tem mais desculpa para deixar aquele “pneuzinho” aí, não é? O que está esperando? Vamos lá, exercícios sempre fazem bem! 😉