Como fazer uma melhor digestão?

Categoria: Geral
Data de publicacao: August 31st, 2008

Olá a todos!

A princípio, pensei em denominar este artigo de “O que acontece com os alimentos dentro do nosso organismo?”, mas como o nosso objetivo aqui será estudar o que acontece com os alimentos durante a digestão bem como o que podemos fazer para melhorá-la, achei este novo título menor, mais simples e compreensível. :)

Como todos sabem (ou ao menos espero que saibam), o processo de digestão começa com a ingestão dos alimentos, mastigação e o processamento digestivo dos mesmos (é neste último onde os alimentos são quebrados até o nível de moléculas e, então, vão para a circulação sangüínea, seguindo então para as diversas partes do corpo).

O primeiro fator a se observar na hora das refeições ou lanches a fim de compreender melhor a importância dos fatores extrínsecos e intrínsecos que interferem nesse processo.

Os fatores extrínsecos são aqueles de natureza externa ao nosso organismo, como a concentração de cada nutriente em cada alimento. Neste caso, influencia qual o tipo de alimento bem como a forma de preparo do mesmo. Estes são mais fáceis de mensurar: quando vemos a quantidade de calorias e nutrientes na composição de um alimento, estamos diante dos fatores extrínsecos.

Já os fatores intrínsecos dizem respeito dizem respeito à capacidade digestiva bem como de absorção do organismo e isso varia de indivíduo para indivíduo, tornando assim mais complicado mensurar o valor nutricional de um regime alimentar por meio de uma “tabela única de valores que valha para todas as pessoas”.

Em outras palavras, depende também do organismo da pessoa para conhecer que fatores interferirão no planejamento alimentar da mesma.

Um segundo ponto a se observar é o fato de que os alimentos chegam ao estômago de forma lenta. Levando em consideração o fato de que os alimentos passaram pela saliva, que possui pH próximo ao neutro, e chegam até o estômago, que possui pH ácido, bem como a velocidade com que os alimentos chegam, percebemos que o mais correto é uma deglutição lenta a fim de que não haja um grande desequilíbrio no estômago, tanto a nível de volume de alimentos, quanto a nível de pH. É por isso que tanto recomendamos que mastiguemos bastante os alimentos antes de engolir: isso ajuda a ptialina (presente na saliva) a agir por mais tempo sobre o alimento, bem como a reduzir a velocidade com que os alimentos chegam ao estômago, permitindo a este agir por mais tempo sobre o mesmo.

Muitos dos nutrientes de moléculas mais complexas, maiores, somente concluem sua digestão no intestino delgado (e algumas no intestino grosso, por meio da fermentação que lá ocorre devido à flora intestinal). Desta forma, os alimentos ricos nesses tipos de nutrientes (os famosos “alimentos pesados“) levam mais tempo para realizar a digestão, o que pode provocar desconforto em pessoas que possuam o organismo mais sensível. Além disso, seu consumo à noite pode levar à insônia ou outros problemas que atrapalhem a noite da pessoa. Os alimentos quem contêm gorduras, por exemplo, estão nesse grupo.

Por outro lado, alimentos leves possuem uma digestão mais facilita e, muitas vezes, são ricos em fibras, ajudando a regular o funcionamento do intestino. Desta forma, busque mais refeições leves, pois elas podem ajudar-lhe muito na melhoria da digestão. Frutas, verduras e legumes (principalmente quando frescos) são excelentes opções.

E, é claro, uma vez que seu organismo precisa funcionar em seu próprio ritmo para fazer a digestão corretamente, nem pense em praticar exercícios físicos logo após as refeições, ok? Exercícios são bons, mas há hora certa para eles. ;)


Os Riscos da Obesidade - Parte 2

Categoria: Geral
Data de publicacao: August 30th, 2008

Um bom dia a todos!

Desculpe-nos demorar muito a retomar este tema tão importante e urgente hoje em dia, mas como devem ter percebido, há muitas coisas a se discutir aqui e anda temos, a partir de agora, nosso rebento a cuidar. :)

Vamos agora falar do que nos interessa aqui: os riscos da obesidade, bem como devemos preveni-la.

Antes de mais nada, este texto trata-se de uma extensão a outro que já escrevemos aqui e que vocês podem ler na página Os Riscos da Obesidade - Parte 1.

Como já falamos, em linhas gerais, o que é obesidade, os problemas que ela vem causando e algumas orientações para que você possa cuidar-se, vamos agora trazer algumas novas recomendação sobre o que se pode fazer (ou não):

Cuidado com os adoçantes
O uso de adoçantes, quando não bem administrado, pode representar um perigo, pois o mesmo, de acordo com o tipo de açúcar que contém, pode acabar contribuindo com o ganho de peso, uma vez que a pessoa pensa que está adquirindo menos calorias quando na verdade não está. Além disso, temos uma tendência errônea para, sempre que algo nos oferece menos, querer mais, em outras palavras, pelo fato de algo conter menos calorias, acabar consumindo mais, levando a engordar do mesmo jeito (ou pior, dependendo de quais são as substâncias envolvidas).

Cuidado com o que você come por aí
Muitas vezes, com a desculpa de que não temos tempo para ir comer em outro lugar ou por um preço mais baixo, acabamos seduzidos pelos fast foods: eles são saborosos, não demoram muito a ser preparados e possuem muitas vezes preços bem em conta.
Entretando, há um preço a se pagar - eles aumentam os riscos de obesidade (como acontece hoje nos Estados Unidos) bem como de colesterol alto.
Não queremos que você nunca mais coma em um fast food: de vez em quando (veja bem o que eu disse: DE VEZ EM QUANDO) não faz mal a ninguém. Mas você precisa ser o seu próprio “vigilante do peso” e não deixar-se exagerar, caso contrário, você poderá estar colocando uma bomba-relógio dentro do seu próprio organismo.

Mude sua rotina alimentar
Mudar no seu dia-a-dia o horário em que se alimenta, bem como o tipo de alimentação, número de refeições, quantidade em cada uma delas, etc. ajuda bastante na manutenção da boa saúde e da boa forma.
Se você já está cansado(a) de fazer esta ou aquela dieta e elas nunca darem certo, aconselho você ler nosso artigo sobre o porquê das dietas não darem certo e, assim sendo, aconselho-o a ir reeducando-se aos poucos.

Muita atenção aos condimentos alimentares utilizados
Pesquisas recentes estão mostrando que devemos ter maior cuidado com os tipos de condimentos, temperos e outras substâncias que usamos para dar mais sabor à nossa comida.
Um exemplo deles são os temperos e alimentos preparados com o glutamato monossódico: muito, muito mais saborosos, entretanto algumas pesquisas já apontam que pessoas que ingerem maior quantidade de glutamato monossódico eram três vezes mais suscetíveis à obesidade.
Onde podemos encontrar o glutamato monossódico? Em muitos lugares, tanto nos alimentos industrializados “pronto para o consumo” (aqueles que só precisam ir ao forno e pronto), como temperos que utilizamos em nossos alimentos, e também em fontes de origem animal ou vegetal.
Perceba que o glutamato monossódico ainda é considerado inofensivo para o organismo e realmente o é, uma vez que ele não é tóxico. Entretanto como já temos pesquisas recentes apontando tais indícios, é bom já “ficarmos de olho” para não sermos pegos de surpresa, não é?

Novamente, pratique exercícios físicos!
Sim, eu sei que já comentamos sobre isso na parte 1 sobre obesidade, mas sempre é importante reforçar, principalmente aquilo que é causa de tantos problemas para a maior parte das pessoas.
Praticar exercícios faz bem ao seu organismo e não deveria nunca ser esquecido. Se você acredita que não consegue praticar muitos exercícios, não há problema: vá fazendo aos poucos. Com o tempo, vá melhorando o rendimento. Só não vale ficar parado!

Bem, desta vez não vamos nos prolongar muito neste artigo, até porque os cuidados que devemos ter com nosso peso não precisam ser todos empregados de uma única vez: aos poucos, “devagar e sempre”, é a melhor forma de alcançar resultados duradouros.

E só queria lembrar que tudo o que apontamos aqui não serve somente para pessoas consideradas gordas ou obesas, mas também para quem ainda se encontra na faixa normal de peso, pois sempre é importante cuidarmos de nosso corpo e de nossa saúde, não acha?

Bem, até outra hora e não se preocupem: teremos, sim, uma terceira parte deste texto para irmos orientando-o aos poucos.


Nasceu o nosso filho!

Categoria: Geral
Data de publicacao: August 29th, 2008

Nasceu esta madrugada o nosso filho, Dimitri.

Então, pessoal, não esperem muitas atualizações hoje ou amanhã, está uma loucura aqui, mas uma loucura de felicidade! ;)


Iodo

Categoria: Nutrientes
Data de publicacao: August 27th, 2008

Descrição

O iodo trata-se de mais um micromineral nutriente importante para o nosso organismo.

Presente no mar e no solo na forma de íons (iodeto) e na atmosfera, este elemento encontra-se em pequena concentração em nosso organismo (cerca de 15 a 23 mg de iodo para um adulto).

A maior concentração do iodo está na glândula tireóide, onde participa da formação dos hormônios tireoidianos (tiroxina e triiodotiroxina), responsáveis por acelerar reações celulares em quase todo o organismo, atuando assim diretamente sobre a maioria dos órgãos bem como de suas funções orgânicas. E é por participar da formação desses hormônios que o iodo é importante também:

  • No bom desenvolvimento do cérebro e dos neurônios;
  • Na reprodução;
  • Na conversão de betacaroteno em vitamina A, síntese de proteínas e absorção intestinal de carboidratos;
  • Na atuação de várias enzimas.

Recomenda-se a ingestão de 150 mcg/dia (lembrando, isto é micrograma por dia, ou seja um milésimo de um miligrama por dia!) para homens e mulheres saudáveis. No caso de gestantes, aumenta-se este número para 175 mcg/dia e, no caso de mulheres em fase de lactação pode chegar a 200 mcg/dia.

Causas da Deficiência

Geralmente as principais causas de deficiência de iodo são uma alimentação deficiente em iodo ou problemas de saúde que podem levar a uma baixa absorção do mesmo.

Além disso, há alimentos que possuem agentes capazes de impedir ou dificultar a absorção do iodo, como: pêssego, amêndoas, soja e mandioca.

Atualmente, uma das maiores preocupações da vigilância sanitária quanto ao consumo de iodo trata-se do uso do sal não iodado (geralmente o sal-grosso), uma vez que muito do iodo necessário nós adquirimos por meio da ingestão do sal de cozinha (que é iodado).

Conseqüências da Deficiência

O bócio é, com certeza, o quadro clínico mais conhecido quando se fala de deficiência de iodo, mas este não é o único problema que pode aparecer. Os principais sintomas ou conseqüências da deficiência são:

  • Quando no período de gestação, aumenta as chances de:
    • Aborto;
    • Prematuridade;
    • Formação de anomalias congênitas;
    • Risco de cretinismo (um defeito congênito que afeta o desenvolvimento físico e mental do indivíduo);
    • Defeitos psicomotores;
  • Já em crianças e adultos pode desencadear:
    • Bócio;
    • Hipotireoidismo;
    • Problemas nas atividades mentais bem como no desenvolvimento do cérebro;
    • Retardamento no desenvolvimento físico (podendo levar inclusive ao raquitismo por deficiência no desenvolvimento ósseo);
    • Hipertireoidismo induzido pelo iodo.

Além disso, conforme estudos apontam, o excesso de peso pode ser sinônimo de desequilíbrio da tireóide, desequilíbrio este geralmente causado pela deficiência de iodo.

Conseqüências do Excesso

Devido à boa excreção do iodo pelas vias urinárias (lembrando que o iodo não é excretado somente por estas), a tolerância à ingestão de altas doses de iodo é bastante alta.

Pacientes submetidos a uma alta dose de iodo apresentaram supressão da atividade tireoidiana.

Alimentos Ricos em Iodo

Desde 1953 o Brasil adota o processo de iodização do sal de cozinha como forma de prevenir os males que a deficiência de iodo pode causar.

Entretanto o sal-grosso, que deveria ser empregado somente para o uso animal, muitas vezes é empregado na alimentação das famílias pobres nas zonas rurais. Vale lembrar que apesar de estar presente no mar, o iodo é muito volátil e, no momento da secagem da água do mar para a obtenção do sal-grosso o mesmo evapora também, desta forma, o sal-grosso é muito pobre em iodo!

Além disso, podemos citar também os seguintes alimentos como fontes de iodo:

  • Frutos do mar (camarão, ostras), peixes (atum, bacalhau) e algas;
  • Alguns legumes (vagem, rabanete, agrião, nabo, cebola, etc.);
  • Algumas frutas (ananás, ameixas, etc.);
  • Ovo cozido.

Curiosidades e Recomendações

  • A tintura de iodo trata-se de uma solução de iodo em álcool que possui propriedades anti-sépticas, sendo usada na desinfecção de ferimentos;
  • Deve-se tomar cuidado na hora de comprar o sal de cozinha, observando se a embalagem informa que o mesmo foi iodado, bem como o prazo de validade, pois quanto maior o tempo passado, maior poderá ser o prejuízo da qualidade do iodo ali colocado;
  • Antes de uma cintilografia, o médico pode pedir ao paciente que adote uma dieta pobre em iodo.

Referências Bibliográficas

Ciências Nutricionais, de J. E. Dutra-de-Oliveira e J. Sérgio Marchini

WIKIPÉDIA, Iodo

OLIGOPHARMA, O Iodo

MINHA VIDA, Nutrientes - Iodo

BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE - Ministério da Saúde, Deficiência de Iodo


Vitamina B3

Categoria: Nutrientes
Data de publicacao: August 26th, 2008

Descrição

A vitamina B3 (niacina) inclui duas substâncias, a nicotinamida e o ácido nicotínico. Essa vitamina é hidrossolúvel, atuando em conjunto com as enzimas nas reações biológicas que ocorrem no corpo.

Suas principais funções são:

  • Reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos;
  • Participar da manutenção do nível de glicose adequado no diabetes;
  • Garantir o bom funcionamento do sistema digestivo e nervoso.

Recomendações nutricionais de vitamina B3:

  • Recém-nascidos – cerca de 2 mg/dia;
  • Homens adultos – cerca de 16 mg/dia;
  • Mulheres adultas – cerca de 14 mg/dia;
  • Gestantes – cerca de 18 mg/dia.

Conseqüências de sua deficiência

  • Pellagra (conhecida como doença dos 3D’s):
    • Dermatite – pele seca e áspera;
    • Demência – alterações mentais;
    • Diarréia – anormalidades intestinais;
  • Fraqueza muscular;
  • Irritabilidade;

Conseqüências de seu excesso

Sensação de enrubescimento e formigamento na pele;
Pode interferir no metabolismo de aminoácidos, como a metionina que compõe as proteínas dos seres vivos.
Essa vitamina não costuma ser tóxica, seus excessos geralmente são liberados na urina.

Alimentos ricos em vitamina B3

  • Carnes magras;
  • Levedura de cerveja;
  • Leite;
  • Ovos;
  • Aves;
  • Peixes.

Uma alimentação rica em proteínas irá garantir uma boa distribuição dessa vitamina no organismo.

Referências Bibliográficas

EMEDIX, Vitamina B3

Ciências Nutricionais,J. E. Dutra-de-Oliveira e J. Sérgio Marchini


Os riscos do uso excessivo de adoçantes

Categoria: Geral
Data de publicacao: August 24th, 2008

O uso dos adoçantes

Os adoçantes são utilizados em substituição ao açúcar, com o objetivo de emagrecer, evitar doenças ou até mesmo reduzir os níveis de glicose na corrente sangüínea. Contudo, é necessário alertar o consumidor que eles são produtos artificiais e podem trazer uma ação tóxica para o organismo. O uso em excesso desse produto pode ocasionar alguns efeitos adversos na saúde. Na verdade, tudo que é consumido pelo indivíduo deve basear-se no equilíbrio, na relação de proporção entre o que é ingerido.

As pessoas que necessitam do uso dos adoçantes por questões de obesidade, alguma patologia ou preocupados com a estética, geralmente o utilizam sem nenhuma restrição e acreditam que essa atitude não poderá prejudicá-lo futuramente.

Os ricos do uso excessivo de adoçantes

Existem vários tipos de substâncias que compõem os adoçantes, entre elas podemos destacar a sacarina, o ciclamato e o aspartame.

A sacarina é um dos mais conhecidos entre os tipos de adoçantes presentes no mercado. Ela é composta por enxofre e nitrogênio. No passado, pesquisadores alertaram para o perigo no uso dessa substância, uma vez que esta poderia estar relacionada com o surgimento de câncer de bexiga em ratos.

Já o uso do aspartame pode estar associado ao surgimento de doenças como Mal de Alzheimer e doenças de Parkinson. Ainda pode-se relacionar o uso de adoçantes ao surgimento de câncer.

Além disso, o “açúcar” contido nos adoçantes acaba por mascarrar a quantidade real de calorias ingeridas pelo nosso corpo, dessa forma o organismo passa a associar o sabor doce com uma baixa ingestão de calorias, sendo que o correto seria associá-lo a um aumento no número de calorias ingeridas. Conseqüentemente o efeito emagrecedor dos adoçantes pode ser revertido em um ganho de peso.

Porém, deve-se destacar a importância dos adoçantes para diabéticos, por exemplo. O consumo de adoçantes não deve ser em excesso, o usuário deve levar em consideração as quantidades recomendadas e as indicações quanto ao uso do produto, dessa forma evita-se possíveis problemas relacionados ao uso dos adoçantes .

Referências Bibliográficas

EDITORA UNISUL, Adoçantes
COMO TUDO FUNCIONA, Como funcionam os adoçantes
OLHAR GLOBAL, Médicos advertem - é preciso cautela no uso dos adoçantes


Potássio

Categoria: Nutrientes
Data de publicacao: August 23rd, 2008

Descrição

O potássio é o principal íon intracelular. É um dos minerais que mais se encontra presente na maioria dos alimentos, porém a quantidade de potássio excretado é proporcional ao ingerido diariamente.

Dentre as suas principais funções podemos destacar:

  • Essencial para a transmissão do impulso nervoso;
  • Age sobre a conversão de glicose em glicogênio pelo fígado;
  • Controle da hipertensão arterial;
  • Vital para o metabolismo energético.

Quanto à dosagem diária é recomendado o consumo:

  • Recém-nascidos – cerca de 0,5 g/dia;
  • Homens adultos – cerca de 4,7 g/dia;
  • Mulheres adultas – cerca de 4,7 g/dia;
  • Lactantes – cerca de 5,1 g/dia.

Conseqüências da deficiência

  • Apatia, mal estar, náuseas, vômitos;
  • Em casos mais graves pode resultar em parada cardíaca;
  • A pulsação torna-se fraca e rápida;
  • Ausência de reflexos.

Conseqüências do excesso

  • Paralisia dos músculos;
  • Arritmias cardíacas;
  • Sensação de frio ou calor, ou formigamento na ausência de estímulos.

Alimentos ricos em potássio

  • Frutas;
  • Legumes;
  • Carnes;
  • Alimentos ricos em grãos integrais;
  • Leite.

Referências bibliográficas

Ciências Nutricionais, de J. E. Dutra-de-Oliveira e J. Sérgio Marchini

EMEDIX, Potássio

MINHA VIDA, Potássio


Zinco

Categoria: Nutrientes
Data de publicacao: August 22nd, 2008

Descrição

O zinco é um mineral essencial para as células vivas, necessário ao nosso organismo em pequenas quantidades. O zinco obtido através da alimentação é uma das principais formas de seu controle no corpo.
O zinco, apesar de pouco conhecido, é tão importante quanto o ferro no organismo.

Dentre as suas principais funções podemos destacar:

  • Diminuição de resfriados, pois auxilia no combate a infecções;
  • Facilita as cicatrizações;
  • É necessário para o funcionamento das células de defesa;
  • Função regulatória no organismo (neurônios e memória).

Quanto à dosagem diária é recomendado o consumo:

  • Recém-nascidos – cerca de 3 mg/dia;
  • Homens adultos – cerca de 11 mg/dia;
  • Mulheres adultas – cerca de 8 mg/dia;
  • Gestantes – cerca de 11mg/dia.

Conseqüências da deficiência

  • Diminuição do apetite;
  • Na gravidez: aumento da taxa de prematuridade, gestação e trabalho de parto prolongado;
  • Infecções intercorrentes;
  • Distúrbios no sistema nervoso.

Conseqüências do excesso

  • Náuseas, vômitos, diarréia e tontura;
  • Anemia;
  • Redução da resposta das células de defesa;
  • Sistema imunológico debilitado.

Alimentos ricos em zinco

  • Carnes de boi, frango e peixe;
  • Ostras, camarões;
  • Leguminosas (feijão, ervilha, etc.);
  • Tubérculos;
  • Grãos integrais.

É importante estar atento à biodisponibilidade (capacidade que o nutriente possui de ser metabolizado pelo organismo) dos alimentos, pois outros fatores podem interferir na capacidade de absorção deste mineral, a exemplo das fibras alimentares e alimentos ricos em cádmio e cálcio.
Aos atletas que praticam intensas atividades metabólicas, recomenda-se o aumento do consumo de zinco, pois a excreção de zinco pelo suor é elevada.

Referências bibliográficas

EMEDIX, Zinco

SAÚDE TERRA, Zinco, o inimigo das infecções

SAÚDE EM MOVIMENTO, Zinco é um forte aliado dos atletas nas atividades aeróbicas

Ciências Nutricionais, J. E. Dutra-de-Oliveira e J. Sérgio Marchini


Ferro

Categoria: Nutrientes
Data de publicacao: August 21st, 2008

Descrição

Este mineral encontra-se em grande abundância na crosta terrestre e é muito importante para todos os seres vivos - para se ter uma noção, somente algumas espécies de Lactobacillus não necessitam de ferro em sua composição.

O ferro pode ser encontrado atuando na hemoglobina do sangue, mioglobina dos músculos ou ligado a enzimas. Além disso, o ferro pode ser armazenado no fígado, baço, medula óssea ou na própria circulação sangüínea.

Dentre as suas principais funções podemos destacar:

  • Na formação da hemoglobina do sangue (responsável pelo transporte de oxigênio e gás carbônico);
  • Participa como co-fator em várias enzimas, auxiliando no funcionamento adequado das células;
  • Possui papel importante em processos metabólicos como na síntese de componentes do DNA e do RNA, colágeno, neurotransmissores e na conversão do betacaroteno em vitamina A.

Quanto à dosagem diária é recomendado o consumo:

  • Recém-nascidos - cerca de 6 mg/dia;
  • Adolescentes - 12 mg/dia;
  • Homens adultos - cerca de 10 mg/dia;
  • Mulheres adultas - de 15 a 20 mg/dia;
  • Gestantes - 30 mg/dia.

Apesar desses valores serem altos, vale lembrar que somente de 10 a 15% do ferro consumido é realmente absorvido.

Causas da Deficiência

Uma pessoa pode sofrer de deficiência de ferro se:

  • Sofrer de carência alimentar (baixa ingestão de ferro);
  • Ingestão excessiva de cálcio, cobre e zinco;
  • Ingestão deficiente de vitamina C e proteínas;
  • Em fase de crescimento ou aumento da necessidade (infância, gestação e lactação);
  • Houver perdas excessivas (menstruação abundante ou sangramentos anormais);
  • Anormalidades genéticas;
  • Em lactentes, quando o leite bovino, que é deficiente em ferro, substitui o leite materno, que é enriquecido em ferro, na alimentação dos mesmos;
  • Baixa absorção do ferro.

Conseqüências da Deficiência

  • Palidez da pele e das mucosas, fraqueza, fadiga, tonturas;
  • Anorexia (falta de apetite);
  • Menor disposição para o trabalho, dificuldade no aprendizado e apatia;
  • Queda da resistência imunológica;
  • Anemia ferropênica.

Conseqüências do Excesso

  • Maior risco de doenças cardiovasculares;
  • Retardamento do crescimento em crianças;
  • Agrava o quadro das infecções;
  • Alterações fisiológicas no fígado e no coração.

Alimentos Ricos em Ferro

  • Carnes vermelhas (principalmente fígado, rim e coração);
  • Aves, peixes e mariscos crus;
  • Vegetais folhosos na cor verde-escura, como o agrião e cheiro-verde;
  • As leguminosas (feijão, fava, grão-de-bico, lentilha, ervilha) e cereais integrais e/ou enriquecidos;
  • Nozes e castanhas;
  • Rapadura e açúcar mascavo;
  • Açaí.

Vale ressaltar que o ferro proveniente de fontes de origem animal é melhor aproveitado pelo nosso organismo, sendo assim, os vegetarianos devem ter um cuidado redobrado.

Além disso, a forma de preparo dos alimentos também influencia na absorção do mesmo. O cozimento dos cereais integrais e das leguminosas leva a dminuir a quantidade de fitato, uma substância que possui o efeito de inibir nossa capacidade de absorção de ferro. Em outras palavras, o cozimento neste caso ajuda na absorção do ferro.

Referências Bibliográficas

Ciências Nutricionais, de J. E. Dutra-de-Oliveira e J. Sérgio Marchini

BOA SAÚDE, A importância do Ferro em nossa alimentação

JF SERVICE, Deficiência de ferro na alimentação humana


Vitamina K

Categoria: Nutrientes
Data de publicacao: August 21st, 2008

Descrição

A vitamina k é um termo genérico utilizado para se referir a uma constituição de substâncias relacionadas com a coagulação sangüínea, com propriedades anti-hemorrágicas.

Suas principais funções são:

  • Síntese de proteínas presentes no plasma, ossos, rins e outros tecidos;
  • Necessária para se processar a coagulação sangüínea;
  • Proteção contra hemorragias internas.

Conseqüências de sua deficiência

  • Aumento no tempo necessário para coagulação;
  • Risco de hemorragias descontroladas;
  • Sangramento na pele, no nariz, ferida ou estômago;
  • Doença hemorrágica do recém-nascido: esta doença pode ocorrer por vários fatores relacionados à ausência de vitamina k no organismo do recém nascido. O leite materno é uma fonte escassa dessa vitamina e o fígado do recém-nascido ainda não está desenvolvido para atender as necessidades relacionadas à coagulação sangüínea ou ainda pode ocorrer uma falha na transmissão de gorduras pela placenta, incluindo a vitamina K que é lipossolúvel. Recomenda-se então uma dose profilática intramuscular de vitamina K, na primeira hora de vida.

Conseqüências de seu excesso
Poucos são os casos relacionados à hipervitaminose K, já que os alimentos contém pequenas quantidades dessa vitamina.
No recém-nascido e infante pode causar anemia hemolítica e hiperbilirrubinemia (em mães ou recém-nascidos que receberam administração de menadiona - uma forma de vitamina K, conhecida como K3).

Alimentos ricos em vitamina K
Em maiores quantidades:

  • Vegetais folhosos de cor verde-escuro - couve, alface, etc.;
  • Repolho;
  • Fígado de boi e porco;

Em menores quantidades:

  • Cereais;
  • Frutas;
  • Leite de vaca, manteiga e queijo;
  • Óleos vegetais.

Esses alimentos têm baixos teores de vitamina K, porém significantes.

Referências Bibliográficas

Ciências Nutricionais, de J. E. Dutra-de-Oliveira e J. Sérgio Marchini
MANUAL MERCK, Deficiência de Vitamina K
EMEDIX, Vitamina K